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Archive for maio \28\UTC 2010

Núbia Ramalho

Tenho muitas lembranças do meu tempo de escola, dentre elas escolhi uma muito especial para contar a vocês. Acredito que seja mais do que uma lembrança, no fundo creio que possa ser uma lição para todos nós.

No início dos anos 80 conheci a Clara Luz, uma linda fadinha que adorava inventar suas próprias magias. Encontrei a fadinha nas páginas do livro didático de Português que continha trechos da obra da autora Fernanda Lopes de Almeida, A fada que tinha idéias, 1971. Lembro-me de que a primeira história que li foi “Chuva Colorida”.  Contrariando a todos os modelos embolorados das mágicas tradicionais, Clara realizava suas idéias de criação e fazia a chuva cair colorida, brincava de modelagem com as nuvens desenhando bichos no céu, inventava bolinhos de luz e escorregava no arco-íris. O lema da fadinha era inventar coisas, “quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado”. Eu ficava saltando as páginas do livro de português e só me detinha naquelas em que havia alguma história da Clara Luz, foi assim até o dia em que uma das professoras me deu o livro de presente. Então eu pude mergulhar no reino mágico das fadas, para mim representou uma possibilidade de fugir da realidade. Escapei muitas vezes do mundo real para me refugiar nas páginas do livro. De certa forma era a maneira que encontrava para driblar as privações que minha família passava naquela época. Como a Clara eu queria ter o poder de inventar coisas, queria poder fazer minha cama feia e velha se transformar em uma cama macia, com colchas lindas e coloridas. Queria ter uma varinha mágica para modificar a vida da minha família, queria fazer desaparecer aquele barracão escuro, mofado e com paredes descascadas, dormir ali e acordar em uma casa branca com janelas bem grandes para o sol entrar pelas manhãs. Mas eu descobri que não existe mágica capaz de transformar as coisas assim de um momento para o outro. Nós podemos transformar as coisas com estudo, trabalho e determinação essa é a fórmula mágica que encontrei anos mais tarde para mudar minha vida. Nenhum membro da minha família havia concluído um curso superior, eu fui a primeira, porque nunca deixei de acreditar nos meus sonhos nem de buscá-los onde quer que fosse.

Jamais imaginei estar aqui na UFMG e compartilhar um pouco da minha história com vocês. Confesso que estive relutante em escrever minhas memórias, mas agora depois de colocar no papel minhas lembranças me sinto vitoriosa. Venho de uma família humilde, do Vale do Jequitinhonha, meus pais não estudaram e nunca exigiram que os filhos o fizessem. Mas eu insistia e de tanto persistir aqui estou.

Ainda existe em mim muito daquela meninha que queria ser a Clara Luz… Mas a menina que acreditava em fadas deu lugar a uma mulher que acredita em si mesma porque a fada passou a existir dentro dela.

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FIM DOS CAMPEONATOS ESTADUAIS…

ENQUANTO NÃO VEM O BRASILEIRÃO 2010

VAMOS AOS APELIDOS DOS CLÁSSICOS DO FUTEBOL ESTADUAL

  • AtleTiba: Atlético Paranaense x Coritiba.  Há um livro, “AtleTiba, a Paixão das Multidões”, de Vinícius Carneiro e Coelho Neto, editado pela prefeitura de Curitiba, em 1994.
  • Ba-Vi: Bahia x Vitória.
  • Bra-Pel:  clássico de Pelotas (RS): Brasil e Pelotas. Livro: “A História dos Bra-Péis”, de Sérgio Augusto Gastal e Mário Gayer do Amaral (editado pela Signus em 2008).
  • Ca-Ju: Caxias x Juventude. Vejo no Futebooks que há um livro, “Clássico CA-JU: Paixão e Rivalidade“. De Gustavo Côrtez. Capa belíssima, abaixo.
  • Choque-Rei: o clássico entre Palmeiras x São Paulo, apelidado assim pelo jornalista Tomaz Mazzoni, do jornal “A Gazeta Esportiva”.
  • Clássico da Saudade: encontrei essa referência na internet para designar Palmeiras x Santos. Mas não creio que seja um nome popular hoje em dia.
  • Clássico da Paz: América-RJ x Vasco.
  • Clássico da Paz – Ceará x Ferroviário.
  • Clássico das Cores: Ferroviário x Fortaleza. Dois tricolores.
  • Clássico das Emoções: Náutico x Santa Cruz.
  • Clássico das Multidões: Santa Cruz x Sport, times da massa em Pernambuco.
  • Clássico de Ouro: outro velho clássico de Salvador, Galícia x Ipiranga, segundo site Clássico É Clássico.
  • Clássico dos Clássicos: Náutico x Sport, considerado o mais antigo do Nordeste. E o 3º do Brasil, atrás apenas do Clássico Vovô e do Gre-Nal. Como lembra o Maurício Targino, do BlogSport, as emoções de Timbu x Leão são contadas no livro “Clássico dos Clássicos – 100 Anos de História”, do Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira. Uma capa para torcedores do Sport, outra para os do Náutico. As capinhas abaixo saíram no Blog do Cassio Zirpoli, do Diário de Pernambuco.
  • Clássico dos Maiorais: Campinense Clube x Treze fazem o derby de Campina Grande. O Clássico dos Maiorais foi assim batizado pelo locutor Joselito Lucena. Tema de reportagem no nº 2 da revista Fut, editado pelo Lance!
  • Clássico dos Milhões: Flamengo x Vasco. Livro: “Flamengo x Vasco”, de Roberto Asssaf e Clovis Martins (Relume Dumará, 1999).
  • Clássico Imperial:  Imperatriz x JV Lideral. De Imperatriz (MA).
  • Clássico Rei: Ceará x Fortaleza. Livro: “Grandes Clássicos Reis da História – Ceará x Fortaleza”, de Airton de Farias e Vagner de Farias (Edições Livro Técnico, 2006).
  • Clássico Vovô: Botafogo x Fluminense, o mais antigo do Brasil. Segundo o site Livros de Futebol, há o livro “Clássico Vovô”, de Alexandre Mesquita e Jefferson Almeida.
  • Come-Fogo:  o clássico de Ribeirão Preto entre Comercial e Botafogo.
  • Derby: Corinthians x Palmeiras. Há o livro de Antonio Carlos Napoleão,Corinthians x Palmeiras – Uma História de Rivalidade”. Sem falar no livro recém lançado pelo Aldo Rebelo, que trata especialmente de um amistoso de 1945.
  • Derby campineiro: Guarani x Ponte Preta.
  • Fla-Flu: Flamengo x Fluminense, claro. Há referências como Clássico das Multidões também. Seu Domingos D´Angelo do MemoFut indica 2 livros: “Fla-Flu: O Jogo do Século”, de Roberto Assaf e Clovis Martins, editado pela Letras & Expressões, em 1999. E “Fla-Flu… E as Multidões Despertaram”, de Nelson Rodrigues e Mario Filho (Edição Europa, 1987).
  • GreNal: Grêmio x Internacional. Há o livro “A História dos GreNais”, texto de David Coimbra e mais 3 autores, na edição atualizada dos 100 anos do grande clássico gaúcho, publicada pela LP&M Editores.
  • Juve-Nal: Juventus e Nacional de São Paulo.
  • Majestoso: Corinthians x São Paulo. Outra criação do jornalista Tomaz Mazzoni.
  • Mare-Moto: Maranhão x Moto Clube.
  • Re-Pa: Remo x Paysandu, também conhecido como Clássico-Rei da Amazônia. Tema do livro “Remo x Paysandu – O Clássico mais disputado do futebol mundial”, de Ferreira da Costa.
  • RiVengo: River (PI) x Flamengo (PI). Em livro: “Rivengo – O Clássico do Século”, de Severino Filho Buim, editado pelo autor, em 2001.
  • SaMará: Sampaio Corrêa x Maranhão.
  • San-São: Santos x São Paulo

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